Ciro: Dilma é refém da “turma da esculhambação” do PMDB

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Em entrevista a Jorge Bastos Moreno, do Canal Brasil, O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) declarou que a presidente Dilma Rousseff tornou-se refém da “turma da esculhambação” do PMDB.

O ex-ministro adora falar mal dos peemedebistas e na semana passada definiu o presidente nacional do partido e vice-presidente da República, Michel Temer, como “capitão do golpe”.

Textual: “Falei com o presidente Lula e com a presidente Dilma que era uma imprudência colocar este PMDB na linha de sucessão do Brasil. Você tem hoje essa esquizofrenia no governo Dilma. A Dilma faz um discurso moralista, essa é a formação dela, de pequena burguesa, que advoga a decência, e é intransigentemente correta. Porém, recebeu um governo todo misturado e uma turma que é do ramo da esculhambação”.

Segundo ele, o povo brasileiro precisa tomar conhecimento de que, em caso de impeachment, quem assume o governo é Michel Temer, o que deixaria tudo como se encontra.

“Michel Temer é íntimo parceiro do Eduardo Cunha, este que está escandalizando o país, que constrangeu o Brasil inteiro, com projeção no exterior, com dinheiro na Suíça, acusado de formação de quadrilha, de ser ladrão de milhões do dinheiro público e que manipula o parlamento ao seu gosto e prazer”, disse o ex-ministro.

Textual: “Esse impeachment é inepto. Só há uma razão que se pode utilizar para o impeachment. O impeachment só pode acontecer se houver crime de responsabilidade dolosamente praticado pelo presidente da República. E nem o mais picareta dos nossos adversários diz que a Dilma é ladra”.

Admitiu, todavia que “se o povo brasileiro sair para a rua, em multidões, corroborando a tese do impeachment, ela cai. Agora, o povo precisa não se deixar manipular para que a ruptura da democracia não acabe sendo um prêmio amargo por uma pseudovitória de se vingar da Dilma”.

O ex-ministro acredita também que o destino de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é a cadeia. “É só termos um pouco de paciência. As instituições brasileiras estão funcionando e eu acho que nós assistiremos (a prisão), não pelo parlamento, porque, infelizmente, a maioria é corrupta (e sim pelo Judiciário)”.

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