Em razão da seca que castiga o Pajeú, a Compesa se viu obrigada nesta quinta-feira (7) a anunciar um plano de racionamento d’água em Serra Talhada a fim de preservar por mais tempo os seus mananciais e garantir a distribuição de água ao conjunto da população.
Segundo a assessoria do presidente Roberto Tavares, a ausência de chuvas em novembro e dezembro, “meses onde comumente ocorrem precipitações pluviométricas no semiárido pernambucano”, levou a Compesa a alterar o calendário de distribuição de água a partir do próximo dia 12.
Isso porque o nível da barragem de Cachoeira II – um dos reservatórios que abastecem o município – se encontra com apenas 12,8% de sua capacidade de acumulação.
Segundo o gerente regional do Pajeú, Luciano Freitas, a falta de chuvas em 2015 e as previsões pouco otimistas para 2016 levaram a Compesa a ampliar o período do rodízio na cidade com o objetivo de evitar o colapso do manancial.
Hoje, disse ele, Serra Talhada tem um calendário de seis dias com água e um dia sem. Com a mudança no calendário, o município ficará um dia a mais sem água, passando para o regime de dois dias sem água e cinco com.
Além do Cachoeira II, Serra Talhada é atendida pela Adutora do Pajeú, que recebe água do rio São Francisco e abastece também os municípios de Calumbi, Flores, Carnaíba, Quixaba, Afogados da Ingazeira e Tabira, e atualmente realize testes para levar água a Tuparetama e São José do Egito.
Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), caso não chova na região é provável que o manancial atinja o volume morto em julho de 2016.
Mas as informações que chegam ao AP é que choveu bastante em Serra Talhada. Se o município está na lista de situação de emergência por causa da seca que é bom rever.

























