Lula tenta escapar de Moro
No despacho em que negou os pedidos de Lula, Rosa Weber declarou que não havia conflito de atribuições nos processos investigatórios questionados pela defesa do ex-presidente, porque os dois órgãos não reconheceram a existência de elementos semelhantes nas ações.
A defesa de Lula, no entanto, contesta esse argumento. “Não se pode estabelecer como requisito para configuração de conflito de atribuições entre o MPF e o Ministério Público dos Estados a existência de pronunciamento expresso desses órgãos afirmando terem atribuição para investigação dos mesmos fatos”, afirmam os advogados.
As investigações contra Lula se referem à obtenção de vantagens ilícitas que teriam se materializado nos imóveis de Atibaia e do Guarujá, em São Paulo. No recurso, a defesa do ex-presidente reitera o pedido ao Supremo para que as investigações sejam suspensas até que o MPF transfira o processo para a Procuradoria do Estado de São Paulo.
“Não pode existir atribuição presumida do MPF do Paraná/Força Tarefa Lava Jato ou competência presumida da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba apenas pelo fato de as investigações relativas a tais imóveis poderem envolver pessoas que foram investigadas ou são rés no âmbito da chamada Operação Lava Jato”, sublinha a defesa. (AE)


























