Café pra lá de suspeito
Renen deve receber Lula, na residência oficial, ao lado de outros senadores que compõem a chamada “governança” do Senado. À exceção de Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Jorge Viana (PT-AC), todos os demais, incluindo o principal convidado, têm em comum o fato de serem investigados por crimes apurados na Operação Lava Jato e outros escândalos de corrupção.
O encontro coincide com entendimentos para que Lula assuma um ministério do governo Dilma, com o objetivo de ganhar novamente o chamado “privilégio de foro” e, assim, livrar-se da mão pesada do juiz federal Sergio Moro, que coordena a Lava Jato. Com Lula protegido por foro privilegiado, as investigações contra ele saem das mãos de Moro e sobem para o Supremo Tribunal Federal.
No café da manhã anterior, em 30 de junho de 2015, Renan recebeu Lula ao lado de vários senadores. De lá para cá, quase todos – a exceção é o ex-senador José Sarney – passaram a ser investigados em escândalos como o petrolão. E um deles, Delcídio do Amaral (PT-MS), chegou a ser preso.

























