Quando a família de Leda Maria dos Santos, de 68 anos, a levou para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, depois que ela fraturou um dos joelhos, no dia 18 de abril, jamais imaginou que ela sairia da unidade para o Instituto Médico Legal (IML), sem vida. Depois de vários dias mantida na enfermaria à toa, segundo a família, Leda contraiu pneumonia e veio a falecer na madrugada de sexta-feira.
Márcia Battistella, de 50 anos, não se conforma com a morte de Leda, considerada uma mãe e de quem ela cuidou por mais de 20 anos. A idosa tinha anemia falciforme e precisava de duas bengalas para andar. Uma queda dentro de casa acabou fazendo a família levá-la às pressas para a unidade de saúde, onde, porém, a entrada entrou lúcida e sem nenhum problema respiratório.
— Ela entrou para tratar do joelho e pegou uma pneumonia. No dia 25 de abril, o médico já falou que ela não poderia operar porque o estado dos ossos dela não permitia. Ele disse que era como “colocar parafuso em isopor”. Se ela não iria operar o joelho, por que não a mandaram logo para casa? — questiona Márcia.
A cuidadora de idosos também conta que no dia 6 de maio, sexta-feira, o ortopedista que atendia Leda havia dito que iria apenas trocar o gesso para liberá-la para casa na segunda-feira.
— Mas na segunda-feira, ela já estava com a respiração difícil. Ele quis mantê-la até segunda-feira só para ela fazer uma tomografia.
Na última terça-feira, com a piora do quadro respiratório, Leda foi levada em coma induzido para a sala vermelha do hospital. Segundo Márcia, no dia seguinte, a médica do local lhe disse que o estado da idosa era grave, mas que não havia vaga na UTI.
— Hoje, ninguém explicou nada. Só falaram que ela teve insuficiência respiratória.
Em nota, por meio da Secretaria municipal de Saúde, a direção do Hospital municipal Souza Aguiar afirmou que “Leda Maria dos Santos recebeu todos os cuidados necessários para seu quadro clínico, tendo sido acompanhada inclusive por profissionais do HemoRio em virtude da anemia falciforme, doença crônica da qual era portadora. A unidade efetuou, sem sucesso, todos os procedimentos necessários para tratar a paciente que, devido ao estado clínico vulnerável provocado por comorbidades, não apresentava condições para ser submetida a tratamento cirúrgico”.
A unidade também infomrou que “solicitou remoção do corpo de Leda Maria para o Instituto Médico-Legal (IML), uma vez que a paciente apresentava trauma físico. A direção do hospital está à disposição dos familiares para esclarecer eventuais dúvidas sobre o atendimento”.
Fonte: Extra


























