Ativistas apontam falhas no tratamento de distúrbios mentais na Comissão de Cidadania
Escassez de unidades para atenção em momentos de crise, deficiência no atendimento a usuários de drogas, falta de espaços para interação e reinserção, além da ausência de uma política pública de saúde mental bem estruturada. Esses foram alguns dos problemas levantados durante audiência pública da Comissão de Cidadania, nesta segunda (16), sobre desafios e perspectivas da Rede de Atenção Psicossocial em Pernambuco. A ocasião integrou a programação da Semana da Luta Antimanicomial, que reúne especialistas em torno da humanização do atendimento psiquiátrico no Estado.
Membros de movimentos sociais, gestores públicos, servidores e usuários dos serviços de saúde participaram da discussão, e dedicaram a maior parte de suas críticas à insuficiência do atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) – unidades de atenção intensiva a pessoas com sofrimento psíquico grave. Atualmente, apenas doze CAPs funcionam 24 horas no Estado, quantidade considerada insuficiente para atender à demanda, segundo a representante do Núcleo da Luta Antimanicomial em Pernambuco Halina Gouveia.


























