
O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Fábio Cardoso, que investiga a morte de um estudantes da UFRJ, afirmou que a vítima recebia ameaças homofóbicas e racistas. Por isso, acredita que há “fortes indícios” de que a orientação sexual da vítima tenha relação com o assassinato. Diego Vieira Machado, de 24 anos, estava com sinais de espancamento e sem calças. Em um post publicado no dia 03 de junho, ele afirmou que “só queria estar morto antes dos 25”.
— O corpo foi encontrado sem calça, apenas com camisa. Ele teria sido abordado no campus e agredido na cabeça. A necropsia já foi feita e pedimos exames complementares para identificar a causa da morte. É um crime covarde e cruel, que precisa de uma resposta rápida. Uma das linhas de investigação mais consistentes e mais fortes indicam que ele foi morto por crime de homofobia — afirmou o delegado.

Em outra postagem, Diego denunciou uma agressão que testemunhou no campus da UFRJ. Segundo ele, um grupo de operário estuprou um rapaz no campus do Fundão, da UFRJ. Ao portal “G1”, o irmão Maycon Machado não descartou que a morte tenha sido por ódio por ele ser gay ou negro, mas lembrou um post que Diego fez numa rede social em que denunciava um caso de violência na região: “Ele fez uma denúncia de um fato que ocorreu no campus e insinuou que os próprios seguranças da universidade apoiam a violência no local. Ali, ele comprou uma briga”.

Diego era natural de Belém do Pará (PA) e morava no alojamento da universidade há pelo menos um ano. Ele estava no Rio estudando desde 2012. O corpo dele deve ser levado para seu estado de origem para o enterro. Ainda não há informações sobre o sepultamento. Ele cursava Arquitetura e tentava transferência para Comunicação Social.
— Eu e o Diego éramos muito grudados. Ele era abertamente gay. Era negro e gay. Não acredito que foi uma só pessoa que fez isso com ele não. Foi um ato covarde — afirmou Pérola.
A Polícia Civil informou que a perícia foi realizado no local do crime e que as invstigações já começaram para apurar a dinâmica e o autor do assassinato de Diego. Testemunhas também estão sendo ouvidas.
Fonte: Extra























