Escritores e produtores pernambucanos do Litoral ao Sertão mostram a força da nossa cultura e literatura em SP

– Espaço de integração de linguagens diferenciadas mostra várias facetas da cultura escrita em Pernambuco durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016 –

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Da terra de Carneiro Vilela, projeto resgata empoderamento da produção cultural pernambucana durante a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016, que acontece de 26 de agosto a 4 de setembro, no Pavilhão do Anhembi. Intitulado “Pernambuco Continente Imaginário”, a iniciativa mostra a força de suas linguagens em diversas vertentes em espaço diferenciado que promete criar integração das várias facetas da cultura escrita pernambucana, com cerca de 50 atividades ao longo da agenda deste que é um dos mais importantes eventos literários no maior centro de exposições da América Latina.“Pernambuco sempre teve uma posição de destaque nas artes e na cultura do país, inclusive com grande protagonismo na literatura com as vozes daqueles que retrataram suas histórias, projetaram suas tradições e ecoaram suas musicalidades de diversas formas e ritos como nas próprias letras, músicas, cinema e dança. E com este iniciativa iremos dar mais voz a novos novos nomes surgiram que resgatam a força da produção cultural do estado, e criar uma conexão dessa seara com o mercado editorial, concentrado atualmente no eixo Rio e São Paulo”, comenta Rogério Robalinho, empreendedor cultural e diretor geral da Cia. de Eventos.

Diversas vozes ecoarão seus trabalhos nos mais diversos formatos como a própria literatura, música, cinema e dança nesta iniciativa realizadaCia. de Eventos em parceria com a Câmara Brasileira do Livro e a Editora Cubzac. “A participação deste projeto literário no maior evento do segmento da América Latina é uma movimentação inédita em todo o País. E esta iniciativa já anuncia o que pretendemos realizar na próxima edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que ocorre no período de 06 a 15 de outubro de 2017, em Recife”, completa Robalinho.

Pernambuco Continente Imaginário congrega um espaço que proporcionará a realização de diferentes atividades com artistas pernambucanos, mostrando a efervescência da produção da região e as possibilidade de criação, produção, edição e distribuição, a partir do olhar, experiência e conhecimento de convidados como Carlos Melo, Abel Menezes, Marcelino Freire, Sidney Niceias, Carla Denise, Samarone Lima, Paulo Caldas e Cláudio Assis. “É ótimo ver uma iniciativa para ampliar o diálogo dos autores pernambucanos com o público de São Paulo, que é o maior centro de consumo de cultura do Brasil, que influencia outros mercados, inclusive fora do país. E esta investida pode ajudar a aproximar mais a literatura e o cinema em Pernambuco, gerando mais e melhores filmes, séries e eventos como o próprio PE Continente Imaginário podem ajudar nessa aproximação”, comenta Paulo Caldas, um dos realizadores do filme “Baile Perfumado” que há 20 anos trouxe novos panoramas para a produção cinematográfica de Pernambuco.

Além das letras – A literatura no cinema através do trabalho autoral de roteirização será um dos pontos também enfatizados na programação a partir do nome renomados, que marcaram o moderno movimento cinematográfico pernambucano como os realizadores de uma das produções mais aclamadas dos últimos 20 anos, “Baile Perfumado” de Lírio Ferreira e Paulo Caldas. Nessa perspectiva, teremos seus idealizadores em destaque que falarão das suas experiências neste universo interligado. Ao longo dos anos, Lírio Ferreira realizou Sangue Azul, filme independente que foi premiado por melhor fotografia e melhor figurino no Festival Paulínia de Cinema de 2014. Hilton Lacerda se destacou pelos roteiros de filmes como “Amarelo Manga” de 2002 (Cláudio Assis), “Árido Movie” de 2006 (Lírio Ferreira) e “A Festa da Menina Morta” de 2008 (de Matheus Nastchergale), mas ganhou protagonismo como diretor com seu “Tatuagem” de 2014, bastante comentado pela crítica. Já o amigo e parceiro de algumas películas, Cláudio Assis, ganhou notoriedade pelo cinema com um olhar mais cru sobre o universo em que estão inseridos tipos humanos que habitam de forma quase invisível o cotidiano nordestino: “Baixio das Bestas” (2006), “A Febre do Rato” (2011) e “Big Jato” (2015).  “Em pauta, teremos no Pernambuco Continente Imaginário atividades que enfatizem o protagonismo dos nossos produtores de conteúdo e artistas das letras para mostrar a força da produção no estado. Mas, ainda iremos reforçar as parcerias institucionais que mantemos como Cia. de Eventos em diversas iniciativas como a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, além de manter em perspectiva a necessidade de resistência e de projetos de expansão do mercado editorial e livreiro”, enfatiza Rogério.

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