Decisão do Governo do Estado de não negociar reajuste de soldo com associações dos militares até agora deu resultado
Sem fazer barulho, o governador Paulo Câmara conseguiu “enquadrar” as associações que representam os policiais e bombeiros militares, excluindo-as da mesa de negociação sobre o reajuste dos soldos das duas categorias. Antes, essas entidades costumavam encurralar os próprios chefes militares, como fizeram nos governos de Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos e João Lyra Neto, em que a radicalização terminou em greve. Agora,o atual governo decidiu que não mais negociaria com as associações, e sim com os comandos das duas instituições (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), tendo tomado também outras providências para evitar que chegue por aqui o mesmo “motim” que está existindo no Espírito Santo. Com base na Constituição que veda ao militar o direito à sindicalização e à greve, o governo ameaça ir à Justiça contra qualquer tipo de insubordinação e pelo menos até agora a estratégia deu certo. (Inaldo Sampaio)























