André Régis critica ‘demagogia’ dos governadores contrários à reforma

Por André Régis, vereador e líder do PSDB na Câmara do Recife
A reforma da Previdência ataca os privilégios dentro do serviço público, inclusive aumentando as alíquotas daqueles que mais ganham. Isso é justiça. Se essa reforma não for feita o Brasil não conseguirá gerar empregos, continuará quebrado, o rombo das finanças pública aumentará e em muito pouco tempo até aqueles que hoje recebem suas aposentadorias vão deixar de receber.
É preciso que se tenha a percepção de que houve uma mudança demográfica importante e de consequências gigantes na estrutura sócio-econômica do país. As jovens famílias de hoje só têm um ou dois filhos. Raramente têm três filhos. Antigamente as famílias eram numerosas. Era comum se contar seis, oito filhos ou mais.
Nos dias atuais, uma família com três filhos é considerada numerosa. Enquanto isso, a população envelhece, vive mais e com boa qualidade de vida graças aos avanços da ciência e precisam de amparo por mais tempo. Portanto, a população envelhece com melhor qualidade de vida e isso é muito bom.
O sistema de repartição que foi criado originalmente pelo nosso sistema previdenciário, não mais se sustenta. Antigamente, tinha-se uma relação de nove trabalhadores ativos para apenas um inativo. Hoje essa relação caiu para apenas dois trabalhadores em atividade e um inativo.
Esse sistema não tem como se sustentar. A reforma da previdência precisa ser feita. Não se trata de uma questão relacionada ao atual governo pois as gestões de Lula, Dilma e Temer tentaram fazê-la. O então ministro da Economia de Dilma Rousseff e meu ex-colega no PhD em Nova Iorque, Nelson Barbosa, lutou também pela reforma com os mesmos argumentos de hoje.
No entanto, ao nos depararmos com aqueles que perderam nas urnas se juntarem para impedir a reforma necessária, sabendo que estão apostando no quanto pior melhor, eles se mostram irresponsáveis. Não importaria se o presidente fosse Ciro Gomes, ou Geraldo Alckmin, ou Fernando Haddad, ou João Amoêdo ou qualquer dos candidatos que pudessem ter sido eleitos.
Fazer a reforma da Previdência é necessário. Se quiserem discutir os termos, o ambiente para isso é o próprio Congresso Nacional que pode, inclusive, alterar a proposta e ajustá-la de acordo com as ponderações sérias.
Negar a reforma com discursos falaciosos e sugestões para criação de novos impostos são reações de quem não estudou o assunto e não entende a diferença entre a urgência de uma reforma necessária e um discurso populista eleitoral sem o qual, provavelmente, não teriam sido eleitos.
A mudança na Previdência se impõe para o futuro do Brasil, para a retomada do emprego, para a atração de investimentos que aguardam a decisão do País em favor do crescimento e da segurança para os nossos filhos e os nossos netos.
A demagogia daqueles que estão defendendo a “não reforma”, inclusive, os governadores gestores de estados quebrados estão com discurso populista contrários à reforma, mas torcendo para que ela seja aprovada pelo Congresso Nacional. Os opositores sabem que os defensores da reforma estão com razão, mas tentam ofuscar a realidade com uma espécie de biombo meramente político, apenas para não verbalizar a concordância com os seus adversários.

























