Segundo Otto, o general Pazuello virou uma marionete de Bolsonaro
O problema todo é que o ex-ministro da Saúde ainda é general da ativa

Único baiano na CPI da Covid no Senado, Otto Alencar (PSD) avalia três fatos pouco mais de 20 dias depois de instalada:
1 — A CPI tem sido propositiva. Luta, por exemplo, para trazer vacinas, e o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sinaliza no discurso na mesma direção.
— O grande problema é que ele faz uma coisa, e o presidente faz outra.
2 — E já que os aliados de Bolsonaro insistem em implicar os governadores, isso pode atingir o caso dos respiradores de Rui Costa?
— Não. O caso foi apurado pela Polícia Civil da Bahia, e não pela PF, porque não envolve verbas federais, e a CPI só vai onde tem dinheiro federal. Pelo que detectamos, só há casos assim no Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazonas e Pará.
Pazuello
E o fato de o ex-ministro Eduardo Pazuello ter aparecido domingo, sem máscara, num evento com Bolsonaro, diz o que?
— Que ele (Pazzuello) virou mesmo uma marionete de Bolsonaro. Ele não podia estar naquele evento, e há reações nas Forças Armadas. Ele é um general da ativa. E o pior desse evento é que foi um ato político, mas tudo bancado com dinheiro público.
Se a CPI vai produzir resultados como o impeachment de Bolsonaro, é outra conversa. Segundo Otto, o grande aliado presidencial na causa é Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara. Mas escancarar a situação é positivo.


























