Por Ricardo Antunes — Embora não tenha se aproximado do número de 100 mil motoqueiros, como previam os manifestantes, o evento ocorrido em São Paulo neste sábado mostrou que o presidente ainda conta com apoio irrestrito de uma parcela considerável do eleitorado.
A absurda condução da pandemia, os quase meio milhão de mortos e o negacionismo que não encontra amparo na ciência podem ter levado a esquerda a crer que o caminho para a eleição de Lula seria fácil. Não é e já dissemos o porquê.
A “motociata” deste sábado, em pleno território de um de seus inimigos – João Doria (PSDB) -, em São Paulo, mostrou que não. Os quase 30% de “fiéis” que apoiam o presidente de maneira incondicional provam que o “bolsonarismo” virou mesmo um movimento popular e conservador de extrema direita no Brasil.
A disputa promete ser acirrada. A rejeição ao governo Bolsonaro é grande, mas o “antipetismo” também. Faltando um ano e quatro meses para as eleições de 2022, muita coisa ainda pode acontecer.
Se o “bolsonarismo” não pode cantar vitória, o “lulismo” também não. A decantada terceira via está morta e a eleição será a mais polarizadas de todos os tempos.




























