Em Petrolina, presidiários são contratados para trabalharem no lugar de grevistas

Ha 57 dias sem receberem salários, os garis de Petrolina decidiram continuar de braços cruzados nesta segunda-feira (27). O impasse entre o sindicato da categoria e a administração municipal tem gerado grande polêmica na região, inclusive com relação a contratação de presidiários para ocuparem os espaços dos grevistas, e ainda, a coação para que os trabalhadores em greve não saiam às ruas para protestarem.
“Se essa moda pega, vai terminar outras categoria sendo atingidas. Isso é um absurdo, nem na época da Ditadura Militar se viu coisa igual. Agora queremos saber onde está a justiça que não toma providências. Isso significa demissão coletiva anunciada. Agora quero saber aonde andam os vereadores e os deputados de nossa cidade que não se manifestam”, alerta o comunitário Josemar Martins.
“A categoria continua de braços cruzados porque continua sem receber o salário. Até o momento não apareceu ninguém da Prefeitura e da Empresa para dar explicações”, informa o presidente do sindicato da categoria João Soares. Diante da situação, Ele afirma que até uma negociação que foi feita na Delegacia do Trabalho na última quarta-feira (22) não foi cumprida. “Infelizmente a Prefeitura não cumpriu”, lamentou.
Com relação ao uso de presidiários para trabalharem no lugar dos grevistas, Senhor João Soares afirmou que pretende levar o caso para a justiça. “Eles não tem experiência; não são profissionais do ramo. Vamos procurar a Justiça do Trabalho”. Sobre a uma possível coação para que os trabalhadores não fossem para as ruas protestar, Ele afirmou que a greve é pacifica e a categoria tem se reunido na praça. “A empresa comunicou aos trabalhadores para que não fossem para as ruas fazer tumulto, mas também não disse se iria pagar. Agora não entendemos o do porque a empresa está permitindo a saída dos veículos para que essas pessoas possam trabalhar”, concluiu João Soares.
A reportagem do Ação Popular tentou contato com a administração municipal e não conseguiu.
 

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