Por Betânia Santana
Da Folha Política – Folha de Pernambuco
O mapa político de Pernambuco neste sábado tem um novo arranjo, costurado pela governadora Raquel Lyra, que há pouco mais de um ano se filiou ao PSD. O partido abriga agora 78 prefeitos.
A virada de chave mais recente, nessa sexta-feira, foi da prefeita de Ribeira, na Mata Sul, Carol Jordão. Com o desembarque dela, aliada do presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto (MDB), sobe para nove o total de gestores que decidiram deixar o PSB e caminhar com a governadora.
Cada adesão é um gol de placa para quem recebe e, na maioria das vezes, dor de cabeça para quem perde. Mas convém não confundir quantidade de prefeito com passaporte autenticado para a vitória. Prefeito ajuda, mobiliza, mas não carrega o eleitor pelo braço.
O voto majoritário em Pernambuco costuma ser arredio às ordens das prefeituras. Raquel Lyra sabe disso por experiência própria. Em 2022, chegou ao Palácio das Princesas carregando o apoio de menos de dez prefeitos.
Essa lição de independência do eleitor foi vivenciada por Eduardo Campos, pai do ex-prefeito do Recife. Em 2006, ele era a terceira via de uma disputa que parecia decidida. De um lado, Mendonça Filho, na época vice-governador de Jarbas Vasconcelos; do outro, Humberto Costa, com o motor do governo federal.
Quase sem prefeitos, Eduardo chegou ao segundo turno, unificou palanque e liquidou a fatura com 65,36% dos votos. A governadora faz o dever de casa, mas no dia do pleito, quem manda é o cidadão.
Balanço da migração
Oito prefeitos do PSB, além de Carol Jordão, migraram para o PSD de Raquel Lyra: Zé Martins (João Alfredo), Nego do Mercado (Capoeiras), Gilberto Ribeiro (Flores), Corrinha de Geomarco (Dormentes), Camila Souza (Iati), Lindonaldo da Farinha (Frei Miguelinho), Juarez da Banana (Machados) e Dr. Evaldo Bezerra (Mirandiba).

























