O jogo político do Brasil está assim, termina uma eleição, como no ano passado, cujos eleitos assumiram no início deste ano, começa outra, como a do ano que vem. Resultado: só se discute política eleitoral e se esquece as outras.
Claro que o resultado é perverso. Por exemplo: na área de segurança pública é visível o crescente número de tiroteios nos quatro cantos do país. E sabe o que o Congresso Nacional faz? Nada. Ou pior, nem tchum.
A deputada Lídice da Mata (PSB) admite que o modelo é muito ruim, mas não vê muita disposição de mudar, pelo menos a maioria não demonstra interesse:
— Em países parlamentaristas os candidatos ao parlamento debatem entre si. Mesmo nos Estados Unidos, que é presidencialista, uma parte da Câmara e do Senado é eleita em eleições distintas das majoritárias. Aqui, se fala no assunto, mas sem propostas de mudanças.
Acuado —Mais que isso, resulta que o presidente da República, seja ele quem for, acaba sempre virando refém do Congresso.
Fernando Henrique Cardoso teve que entrar de sola no é dando que se recebe, Lula pisou fundo no acelerador, deu na Lava Jato, Michel Temer que passou a maior parte na Câmara sobreviveu porque sabia jogar o jogo como ninguém, Bolsonaro que começou amaldiçoando o toma lá dá cá acabou se abrindo todo e agora Lula de novo dá sinais de fragilidade no relacionamento com o Congresso.
Dá para mudar? Claro. Mas agora só nos resta perguntar quantos ainda precisarão morrer até que isso aconteça.


























