Entenda por que o Flamengo não deve demitir Sampaoli em caso de título na Copa do Brasil

Por Diogo Dantas

A permanência do técnico Jorge Sampaoli no Flamengo não está totalmente atrelada ao título da Copa do Brasil, que começa a ser disputado neste domingo contra o São Paulo, no Maracanã.

Em caso de fracasso, a diretoria não tem planejada uma demissão imediata. A ideia é ir com o treinador até o fim da atual temporada para que a reformulação no futebol enfim aconteça.

Por isso a conquista é importante para manter o processo em curso, pois internamente há a sensação clara de que o treinador não vai conseguir seguir no cargo e reverter o quadro se o título não vier.

Com a palavra final, o presidente Rodolfo Landim ainda não está totalmente convencido de que a troca de comando por mais uma oportunidade será a solução para os problemas do Flamengo.

Entre o comando do departamento de futebol e nos bastidores do elenco e dos funcionários, Sampaoli sofre resistência por sua forma de conduzir os processos, mais do que pelas ideias de jogo.

Mas no clube, a mão firme para se livrar de jogadores que não contribuem como antes é vista de maneira positiva pela cúpula ligada a Landim.

Com contrato até o fim de 2024, a ideia do presidente é conversar com Sampaoli em dezembro e reavaliar todo o trabalho, do técnico, do departamento e por consequência dos atletas.

Do lado de Sampaoli, pedir para sair está praticamente descartado. O argentino não tem perfil de deixar os seus trabalhos no meio do caminho, ainda que isso represente crise nos clubes por onde passou.

A multa para um rompimento unilateral do Flamengo é hoje algo próximo dos R$ 15 milhões. Caso Sampaoli rompa o contrato no meio do caminho, também teria que indenizar o clube.

Mea-culpa

 

Com diálogo direto com Landim, o treinador sabe que não conseguiu implementar um estilo de jogo no Flamengo, mas não esconde a responsabilidade dos jogadores para se dedicar ao que é proposto.

A final da Copa do Brasil será o teste final para o elenco demonstrar essa mobilização. Nos últimos dias, encontros dos atletas a portas fechadas firmaram novamente tal compromisso.

O movimento não foi visto diretamente como uma forma de alijar Sampaoli. Em outras oportunidades o grupo se cobrou por um melhor desempenho, embora haja queixas sobre o treinador, sim.

Se o comandante vai ser o capitão da reformulação que promete se intensificar ou não após a disputa do título, só o tempo vai dizer. Mas a intenção é não fica refém dos jogadores, ao menos uma vez.

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