Em entrevista coletiva, Bolsonaro afirmou que a acusação é “muito grave e infundada”. Segundo ele, a investigação não foi capaz de apontar quem seria o líder da conspiração “Eu espero botar um ponto final nisso aí. Parece que tem algo pessoal contra mim. A acusação é muito grave, e são infundadas. E não é da boca para fora”, afirmou Bolsonaro.
Durante a fala, ele questionou ter sido denunciado por danos contra o patrimônio da União. “Um dos cinco crimes imputados a mim é contra o patrimônio. Só se for por telepatia!”, ironizou Bolsonaro, pois ele não estava no Brasil no dia 8 de janeiro de 2022, dia dos ataques golpistas na Capital Federal.
Bolsonaro afirmou que não compareceu ao STF ontem porque “sabia o que ia acontecer”. Ele acompanhou a transmissão no gabinete do filho senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na terça, primeiro dia de julgamento, ele foi à reunião da Primeira Turma.
No pronunciamento que fez após a decisão do STF, Bolsonaro voltou a levantar suspeitas infundadas e a fazer acusações já desmentidas contra as urnas eletrônicas. “Não sou obrigado a confiar, a acreditar no programador [das urnas]. Confio na máquina, não sou obrigado a confiar no programador”, disse.
Como o Supremo aceitou a denúncia, uma fase de instrução processual se iniciará. Nela, haverá a coleta dos depoimentos de testemunhas e acusados, bem como a apresentação de provas. Encerrada essa etapa, o Supremo Tribunal Federal realizará um novo julgamento para decidir se os envolvidos são culpados ou inocentes.
Até lá, a dúvida é se o ex-presidente irá mudar o discurso ou vai continuar atacando os poderes em seu “choro de uma nota só”.


























