Polícia Federal entra no caso do roubo da Matriz de Igarassu

A investigação sobre a autoria do roubo feito à Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião, em Igarassu, no Grande Recife, está sob responsabilidade da Polícia Federal. Na última terça-feira (4), por volta das 12h, três bandidos levaram a naveta (instrumento para depósito de incenso) e sua colher, ambas de prata. A polícia levantou duas hipóteses: o roubo pode ter sido encomendado por um colecionador de relíquias ou os ladrões levaram a naveta para derreter e transformar em outras peças.

A reconstituição do crime dá conta de que um bandido pulou o muro menor da igreja e jogou uma corda para que os outros suspeitos pulassem também, pelo muro de trás. Eles arrombaram duas portas, fizeram um buraco no altar central e acessaram a sacristia.

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No interior da sala, eles reviraram armários, gavetas e os compartimentos onde a direção da Matriz guarda o dinheiro do dízimo. Por fim, abriram o baú onde ficam guardados os objetos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artísitico Nacional (Iphan), pegaram a naveta e fugiram. Essa ação durou cerca de 2 horas.

A Polícia Militar realizou incursões para tentar encontrar os suspeitos, mas não obtiveram êxito. As câmeras de segurança da igreja não puderam captar imagens do roubo porque já estavam desativadas havia algum tempo. Mesmo assim, os peritos da PF levantaram impressões digitais deixadas pelos suspeitos em um ventilador do templo e irão analisar no banco criminal.

Para a investigação, possivelmente os bandidos sabiam da rotina da igreja e dos locais onde eram guardados os objetos. As imagens do circuito de câmera de um comércio vizinho à Matriz serão solicitadas para ajudar na investigação. (JC Online)

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