Coronel compara PT ao nazismo, questiona força do governo e sinaliza rompimento
A declaração do senador aconteceu em entrevista à rádio 95 FM, da cidade baiana de Jequié
Por: Rodrigo Daniel Silva

Senador Angelo Coronel, do PSD Crédito: Pedro Franca/Agência Senado
O senador Angelo Coronel (PSD) comparou, nesta quarta-feira (23), o Partido dos Trabalhadores ao “nazismo”, questionou a força do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e voltou a sinalizar com um possível rompimento com o grupo petista. A declaração aconteceu em entrevista à rádio 95 FM, da cidade baiana de Jequié.
Coronel criticou a ideia de o PT preencher todas as vagas da chapa majoritária baiana em 2026, comparando a sigla a “nazistas” que queriam dominar e impor uma “raça pura”. Segundo ele, a gestão Jerônimo não é “essa coca-cola” para o PT ter a intenção de emplacar três nomes na composição do próximo ano.
“Antigamente, os alemães, os nazistas, Hitler queria sempre manter uma raça pura. Sem nenhuma conotação ao extremo passado, mas inadmissível o PT, de quatro (vagas na chapa majoritária), ele querer três. E, se o MDB se abrir, ele quer fazer até quatro cargos da chapa. Isso é inadmissível. A política é aliança. É a arte de somar e ninguém pense que a situação está assim essa cola-cola, essa bondade toda para ter essa potência de querer achar que pode fazer uma chapa completa só com um partido”, afirmou Coronel.
O senador Jaques Wagner (PT) e o presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, têm defendido que a chapa majoritária seja composta por Jerônimo, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pelo próprio Wagner.
Rompimento
Nos bastidores, como mostrou a coluna do CORREIO nesta semana, integrantes da oposição ao governo Jerônimo estão confiantes de que o senador Angelo Coronel romperá com o Palácio de Ondina e se somará ao grupo oposicionista em 2026. O movimento ganha força diante da possibilidade real de Coronel ser rifado da chapa majoritária governista, para abrir espaço ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Com a exclusão da base governista, Coronel deve ser acolhido pela oposição, que já o projeta como nome forte para disputar uma vaga ao Senado. Nos corredores da política, oposicionistas afirmam que o senador tem estreitado relações com o grupo nas últimas semanas e, em conversas reservadas, tem feito críticas à gestão de Jerônimo.

























