Se o PSD, o partido que o senador Otto Alencar comanda na Bahia e é o principal aliado de Jerônimo, é tido como de centro-direita lá, cá muda para a centro-esquerda?
É mais ou menos isso. O próprio senador Otto Alencar evoca a figura de Amaral Peixoto, ex-governador do Rio, ex-senador, que durante muito tempo, nos velhos tempos, deu as cartas no partido.
– Ele dizia que o PSD é formado pela esquerda da direita e a direita da esquerda.
Otto cita que Ratinho Júnior, governador do Paraná, um dos mais bem avaliados do País, apoiou Bolsonaro. Já Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, ficou com Lula.
– E aqui, se Lula for candidato, como tudo indica e ele próprio tem dito, ficaremos com ele. E não tem nada demais. O PSD hoje tem três ministérios.
Puro-sangue –Otto diz que é Lula lá e Jerônimo cá. E, embora o partido cogite a possibilidade de lançar candidato próprio, ele diz que é muito cedo para tratar do assunto.
– Ainda é muito cedo, os atores da peleja de 2026 só serão definidos em 2026.
Na Bahia, com essa ideia do PT fazer uma chapa puro-sangue, com Jerônimo na cabeça, Jaques Wagner e Rui Costa para o Senado, o senador Angelo Coronel, candidato a reeleição, sobraria?
– A mesma coisa. Agora está tudo ainda sem diagnóstico. É normal que Jerônimo e Wagner queiram a reeleição, Coronel também.
Em síntese, Otto é grande aliado do PT e vai continuar. Resta saber como.



























