Vereador Professor Gilmar propõe criação de Comitê Popular das Políticas de Inclusão e fundo emergencial para famílias de pessoas com síndromes raras

Durante a histórica Audiência Pública realizada nesta quarta-feira (04), no auditório da Codevasf, o vereador Professor Gilmar Santos (PT) propôs a criação de um Comitê Popular de Monitoramento das Políticas de Inclusão e Acessibilidade em Petrolina. A iniciativa surge como resposta às constantes denúncias de abandono e invisibilidade enfrentadas por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), síndromes raras, altas habilidades/superdotação e deficiências.

O Comitê terá a missão de acompanhar, fiscalizar, monitorar, propor e pressionar por avanços reais nas políticas públicas, fortalecendo a participação social e dando visibilidade às demandas das famílias que hoje enfrentam o abandono institucional.

Em seu pronunciamento, o parlamentar também defendeu a implementação de um fundo emergencial de assistência para mães e famílias de pessoas com síndromes raras, destacando a realidade de centenas de mulheres que enfrentam dificuldades para custear suplementos alimentares, tratamentos e itens básicos de cuidado.

“É urgente que o governo faça um estudo sobre o orçamento e encontre caminhos para garantir esse suporte. Muitas mães vivem aflitas, sem recursos para comprar suplementos, fazendo rifas e pedindo ajuda para sobreviver. Não se trata de uma população de mil pessoas; é um grupo pequeno, que poderia ser mapeado com um censo”, afirmou Gilmar.

Além de cobrar ação imediata do poder público, o vereador reforçou que é necessário transformar a solidariedade em políticas concretas e estruturadas. “Nós queremos mais que abraços e solidariedade. Queremos que a solidariedade se transforme em ação concreta, em luta concreta, e em celebração por conquistas”, concluiu.

A Audiência Pública foi a primeira no município a reunir familiares, especialistas, representantes de movimentos sociais e órgãos públicos para debater as falhas na rede de atendimento e propor soluções efetivas. Um dos encaminhamentos centrais do evento foi justamente a criação desse Comitê, que terá como missão acompanhar, fiscalizar e propor melhorias nas políticas públicas de inclusão.

A proposta integra o conjunto de ações do Mandato Coletivo do Professor Gilmar, que desde o início do mandato tem pautado a garantia de direitos para as populações mais vulnerabilizadas, especialmente no campo da saúde, da educação e da assistência social.

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