A vantagem competitiva do Brasil está ancorada no chamado LCOH (Levelized Cost of Hydrogen), indicador que reúne todos os custos envolvidos na produção do hidrogênio. No Nordeste, o custo gira em torno de 3,3 euros por quilo, quase a metade da média europeia. Essa competitividade decorre da alta produtividade dos parques eólicos e solares da região, dos baixos custos de geração renovável e do alto fator de capacidade dessas usinas.
Outro diferencial do Brasil reside na matriz elétrica altamente limpa — com mais de 90% de fontes renováveis — o que assegura uma produção de hidrogênio dentro dos critérios de certificação de carbono exigidos pelo regulamento europeu RED II. A certificação internacional é condição para acessar o mercado europeu, que projeta triplicar sua demanda de hidrogênio até 2050, alcançando 30 milhões de toneladas por ano, metade das quais deverá ser importada de países com alto potencial renovável.
O estudo da Aurora aponta ainda que, embora Pernambuco e Bahia também tenham projetos mapeados, será o Ceará e Piauí, que já acumulam investimentos em desenvolvimento superiores a R$ 300 bilhões (com projetos de grupos como Voltalia, Casa dos Ventos, Fortescue, Solatio e Green Energy Park), quem liderará esse negócio.
Apesar do cenário promissor, o relatório alerta para riscos logísticos e regulatórios que o Brasil precisará superar. O avanço dos projetos depende da ampliação da infraestrutura portuária e da formação de mão de obra qualificada. Também é fundamental consolidar marcos regulatórios de certificação de baixo carbono e harmonizar legislações estaduais e federais para oferecer segurança jurídica aos investidores internacionais.
A partir de 2040, o crescimento da demanda interna brasileira, sobretudo para a indústria de fertilizantes, bioenergia e usos industriais, deverá reduzir o excedente exportável. Neste horizonte, a capacidade de produção apenas de Ceará e Piauí poderá atender 79% da demanda do corredor Brasil-Holanda, o que sinaliza a necessidade de novos projetos no restante do Nordeste.
Por fim, a concorrência global também é fator de atenção. Países como Marrocos, Arábia Saudita e Austrália estão se organizando para disputar o fornecimento de hidrogênio verde à Europa, oferecendo vantagens logísticas e fiscais, além de acordos regulatórios em negociação com o bloco europeu.
Planejamento financeiro
O economista Danilo Miranda, vice-embaixador da Planejar, ministra palestra sobre Educação e Planejamento Financeiro na UFRPE, no próximo dia 12, às 17h30. O evento é promovido pela Nova Invest, com 30 vagas presenciais e transmissão online. Inscrições no perfil @novainvestufrpe.
Inovação jurídica
O Urbano Vitalino Advogados participa do C Law Experience, nos dias 9 e 10 de junho, em São Paulo. O escritório integra três painéis do evento, que debate inovação e gestão estratégica no setor jurídico, com foco na advocacia empresarial.
CEO Fórum 2025
A Amcham Recife promove, em 9 de junho, o CEO Fórum 2025, no Teatro RioMar. A programação reúne palestras e painéis com executivos sobre alta performance e sustentabilidade, com destaque para Rami Goldratt e Renata Rivetti. As atividades começam às 13h.
Novo marco na Boa Vista
A ACLF Empreendimentos lança novo condomínio com 39 pavimentos no bairro da Boa Vista. Os apartamentos têm 73 m² e áreas comuns somando 1.258 m². O projeto oferece arquitetura contemporânea e flexibilidade na configuração dos imóveis.
Seguros cibernéticos em alta
Com quase dois milhões de crimes digitais no Brasil em 2023 — um golpe a cada 16 segundos —, cresce a busca por seguros cibernéticos. “O seguro virou ferramenta essencial para mitigar os danos de ataques digitais”, afirma Eduardo Fazio, do Sindsegnne. Segundo a CNSeg, o mercado cresceu 880% em cinco anos, somando R$ 203 milhões em 2023.
























