Detenta amarrada por cordas é solta para amamentar o filho
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, 17 presos, incluindo três mulheres, estão amarrados com cordas em um dos corredores da Delegacia de Macau
Uma das 17 pessoas presas com cordas em uma delegacia de Macau, interior do Rio Grande do Norte, é a mãe de uma criança de 1 ano e dois meses que, de tempos em tempos, tem que ser solta para amamentar o filho. A cena acontece diante dos outros presos. A denúncia foi feita pelo Sinpol-RN (Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte), que alega falta de celas e de algemas.
Segundo o sindicato, 17 presos, incluindo três mulheres, estão amarrados com cordas em um dos corredores da Delegacia de Macau. Segundo o sindicato, há apenas duas algemas para todos os presos. A maioria dos presos está detida sob suspeita de tráfico de drogas, mas há também suspeitos de furto, roubo e até de homicídio.
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| Há apenas duas algemas para todos os presos na delegacia (Foto: Divulgação) |
Em um vídeo, também divulgado pelo Sinpol, outra presa há 17 dias sob suspeita de tráfico está grávida e reclama da situação na delegacia. “Não tem condição de tomar banho ou usar o banheiro. Me sinto humilhada. É uma vergonha”, diz ela.
Para Renata Pimenta, vice-presidente do sindicato, as imagens refletem a precariedade do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte. “É uma situação de risco para todos. Para o policial que não tem como conter o detido e muitas vezes tem que trabalhar de costas para eles, para a população que quando vai à delegacia tem contato direto com os presos e para os próprios presos que ficam expostos a qualquer desafeto que apareça na delegacia.”
O sindicato ainda alega que ao menos um detento que estava amarrado conseguiu fugir. O sindicato pretende formalizar a denúncia junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário e pedir remoção urgente desses presos. Para seus membros, há falta de vontade política para solucionar o sistema prisional no Estado. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social não havia se manifestado sobre o caso até a tarde de ontem.



























