Polo cervejeiro de Pernambuco ganha força
Segundo maior mercado bebedor de cerveja do Brasil, o Nordeste também reforça sua posição como polo produtor da bebida. Ontem, em Itapissuma, a Ambev abriu as portas e celebrou sua maior fábrica do Norte e Nordeste, que, na prática, já está produzindo desde novembro de 2011. O evento de ontem contou com a participação do co-presidente do conselho de administração, Victorio de Marchi, e do governador Eduardo Campos.
A disposição da companhia de investir em Pernambuco reforça a importância econômica das cervejarias no Estado. Em 2008, o setor de bebidas representava 7,2% de participação na indústria. Hoje, só o setor cervejeiro participa com 13% da indústria de transformação, segundo o IBGE e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além da Ambev, o Grupo Petrópolis também está prestes a inaugurar sua fábrica local e a Brasil Kirin (antiga Schincariol) amplia sua produção no Estado.
A Ambev investiu R$ 725 milhões na unidade de Itapissuma, que abastece os mercados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí e Ceará. A fábrica tem capacidade para produzir 800 milhões de litros de bebidas, incluindo as principais marcas do seu portfólio de cerveja e refrigerante (Skol, Antarctica, Brahma, chope Brahma, Guaraná Antarctica, Soda, Sukita e H2Oh). A indústria tem um quadro de mil funcionários, muitos contratados em Itapissuma e municípios vizinhos.
A importância econômica do setor resvala numa extensa cadeia produtiva. “Estudo da FGV mostra que cada emprego gerado em uma cervejaria agrega outros 47 em toda a cadeia produtiva, que inclui operação logística, produção de insumos e maquinário”, destaca de Marchi, destacando que a companhia gera 42 mil empregos em Pernambuco, incluindo diretos, indiretos e induzidos. O diretor financeiro, Nélson Jamel, reforça o poderio do setor, dizendo que em 2013 a Ambev gerou R$ 897 milhões em impostos no Estado.
Na avaliação de Jamel, as vendas no Nordeste ainda têm muito espaço para crescer. “O consumo per capita de cerveja no Brasil é de 67 litros por habitante ano. Na região fica entre 50 e 55 litros”, compara. Pelos dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) da Receita Federal, no ano passado o Nordeste representou 23,1% do mercado nacional de cerveja. Nos últimos anos, a região vinha crescendo num ritmo quatro vezes mais acelerado que a média nacional. (JC Online)
























