Com forte atuação nas cidades de Dias D’Ávila e Salvador, Cristiano é apontado como uma peça-chave na rota do tráfico interestadual. Investigações indicam que ele comanda o envio de drogas de São Paulo para a Bahia, abastecendo o mercado ilícito local. Além disso, ele tem ligações diretas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção paulista que atua em território baiano em parceria com o grupo criminoso Bonde do Maluco (BDM).
O novo ‘Dez de Paus’ responde por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e associação criminosa. Seu histórico inclui movimentações ligadas à obtenção de lucros com o comércio de entorpecentes e ações violentas relacionadas ao domínio de territórios.
A população pode colaborar com as autoridades repassando informações sobre o paradeiro do suspeito de forma totalmente anônima. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 ou por meio da seção Denuncie Aqui no portal oficial do Baralho do Crime.
De acordo com a coordenadora do Disque Denúncia da SSP, tenente Sabrina Aiêxa, “Os relatos são repassados de forma anônima, sigilosa e gratuita. Qualquer cidadão pode transmitir informações sobre os integrantes do Baralho e auxiliar no trabalho da polícia. Denunciar é um ato de cidadania”.
O que é o Baralho do Crime
Desde 2008, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia vem inovando no enfrentamento à criminalidade com um recurso único: o Baralho do Crime. Essa iniciativa usa cartas de baralho para exibir fotos e dados dos criminosos mais procurados, facilitando o reconhecimento e a colaboração da população.
Com 52 cartas divididas nos quatro naipes tradicionais, paus, ouros, copas e espadas, cada carta destaca um foragido, trazendo detalhes como nome, apelido e os crimes que ele cometeu. A posição da carta também indica o nível de ameaça, com os ‘áses’ representando os criminosos mais perigosos de cada grupo.
Mais do que um simples material informativo, o Baralho do Crime conecta cidadãos e forças policiais, estimulando denúncias anônimas e seguras. O objetivo é claro: transformar rostos desconhecidos em nomes familiares, ampliando a participação popular na luta contra o crime.


























