Opinião: Juazeiro e seus candidatos: a feira livre da política.


Por: José Fernandes

Em Juazeiro da Bahia, eleição parece feira livre: tem de tudo, e cada um grita mais alto para vender seu peixe. Mas, quando a gente olha de perto, percebe que alguns peixes já passaram da validade.

Comecemos com Jordávio, o famoso “menino de mamãe”. Anda mais nervoso que bode em festa de São João. Não é pra menos: o Ministério Público está na cola da mamãe, querendo de volta o dinheiro do SAAE. Enquanto isso, ele tenta convencer o povo de que ainda é novidade. Novidade? Só se for no extrato bancário.

Roberto Carlos, por sua vez, vive em clima de serenata triste. Passa as noites embalado por “Detalhes”, mas não os da canção, e sim os dos processos que não saem da sua cabeça. Dormir virou luxo, porque até no travesseiro toca o refrão: “são tantas emoções já vividas”.

Já Zó, esse dispensa apresentações: condenado pela Justiça, insiste em posar de vítima. É como aquele carro velho que insiste em pegar estrada: pode até andar uns metros, mas todo mundo já sabe que vai parar no meio do caminho… coitado do Prefeito, já não tem mais força de tanto empurrar esse Calhambeque.

E então temos Juvenilson, até agora o único que não aparece na lista policial. É vendido como “limpo”, mas em Juazeiro o povo aprendeu a lição: político limpo é igual roupa branca em varal de poeira — basta um vento errado e pronto, já não é tão branco assim.

No fim das contas, o eleitor juazeirense fica diante de um cardápio indigesto: uns temperados pelo Judiciário, outros marinados em noites de insônia, e um que ainda não foi picado pelo mosquito da corrupção. Escolher entre eles é quase como decidir se prefere levar tomate podre, cebola murcha ou apostar na abóbora que ainda está verde.

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