Por Larissa Rodrigues
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), que também lidera o PSDB no Estado, fez questão de ressaltar: a legenda não é oposição à governadora Raquel Lyra (PSD). A sigla saiu da bancada do governo na Casa e agora é independente.
O posicionamento, segundo Porto, é uma forma de manifestar respeito pelos deputados Izaías Régis e Débora Almeida, governistas. Em reunião na sede do partido, no bairro do Derby, ontem (29), além da independência, ficou definido que o deputado Diogo Moraes, ex-PSB, é o novo líder da sigla na Assembleia, em substituição à Débora Almeida.
Com a mudança, Débora foi retirada de todas as comissões, passando Diogo a ser o indicado do partido nos colegiados. Pelo discurso de Álvaro Porto, ficou implícito que a mágoa deixada por Raquel ao trocar o PSDB pelo PSD segue mais viva do que nunca.
O PSDB de Pernambuco não é oposição, mas poderia ser. Esse foi o recado. Tem motivos e a chancela da Executiva Nacional para, se um dia assim decidir, entrar no bloco contrário ao governo de Raquel na Assembleia. É quase um caminho natural.
“A orientação da Executiva Nacional é de que faça oposição ao Governo do Estado, pela maneira como a governadora tratou o partido. Ela foi eleita com todo o apoio do PSDB, com verbas do partido”, afirmou Álvaro Porto.
“Nas eleições para prefeito, o partido também investiu em Pernambuco. Sem motivo nenhum, a governadora saiu do partido e o deixou isolado. Tirou todos os prefeitos que tinham sido eleitos pela legenda, com ajuda financeira da Executiva Nacional”, acrescentou o presidente.
Álvaro Porto ainda enfatizou que, mesmo o PSDB estando independente na Alepe, a postura dele próprio como parlamentar é de oposição. “Meu posicionamento, deputado Álvaro Porto, é de oposição ao Governo do Estado. Mas o partido vai continuar na independência”, declarou.
Com motivos, apoio da Executiva Nacional e um presidente que se coloca como opositor ao governo de Raquel, a oficialização do PSDB na bancada de oposição é questão de tempo. Assim que a janela partidária for aberta, no ano que vem, e Débora Almeida e Izaías Régis migrarem para o PSD de Raquel, o tucanato deve deixar a independência e assumir a oposição na Alepe.



























