Investigação aponta provável causa do caso da ‘falsa couve’ que deixou quatro em coma

Episódio reforça a necessidade de precaução

Por Carol Neves

Quatro pessoas são internadas em estado grave após comerem falsa couve em almoço

Quatro pessoas são internadas em estado grave após comerem falsa couve em almoço Crédito: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar o caso de intoxicação ocorrido em Patrocínio, onde quatro pessoas da mesma família foram hospitalizadas após ingerirem uma planta que seria uma “falsa couve. A principal linha de investigação é o envenenamento acidental, com a hipótese de que a planta tenha sido confundida com couve comum durante o preparo de um almoço.

A Nicotiana glauca, popularmente chamada de “falsa couve”, “charuteira” ou “fumo bravo”, é uma planta da família Solanaceae, originária da América do Sul e amplamente encontrada em áreas rurais e beiras de estrada. Ela contém anabazina, um alcaloide que pode provocar paralisia muscular e respiratória, levando à morte em casos graves.

Especialistas alertam para a semelhança visual da planta com a couve comum, o que facilita a confusão. A Nicotiana glauca possui folhas mais finas, de textura aveludada e cor verde acinzentada, enquanto a couve tradicional apresenta folhas grossas, com nervuras bem marcadas e um verde mais vivo.

Casos de intoxicação por Nicotiana glauca já ocorreram em outras regiões do Brasil. Em 2012, em Santa Luzia (MG), um homem morreu e quatro familiares ficaram internados após consumirem a planta. Em 2018, em Pio IX (PI), seis pessoas, incluindo duas crianças, foram hospitalizadas após ingerirem suco com folhas da planta; todas receberam alta posteriormente.

Diante disso, a Secretaria de Saúde de Patrocínio reforçou a importância de identificar corretamente as plantas antes do consumo e buscar atendimento médico imediato em casos de suspeita de intoxicação. Não há antídoto caseiro para os efeitos da Nicotiana glauca; o tratamento deve ser realizado exclusivamente em unidades de saúde.

A investigação segue em andamento, e a população é orientada a manter cautela ao consumir plantas desconhecidas, especialmente aquelas que se assemelham a hortaliças comuns.

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