Campos nega atitude eleitoreira com Câmara à frente do FEM
Ao contrário do ano passado, quando a primeira edição do FEM foi lançada, o porta-voz do programa lançado pelo governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), na abertura do Congresso Pernambucano de Municípios foi o secretário da Fazenda e pré-candidato ao Governo, Paulo Câmara (PSB). Questionado pela imprensa, Campos negou que a atitude se confunda com algo eleitoreiro.
“Absolutamente. Até porque isso é feito para todos os prefeitos, não é feito, como tradicionalmente se fazia na política brasileira, que era fazer esse tipo de entendimento com prefeito para prefeitos que eram correligionários. Nós estamos fazendo algo transparente, que foi objeto de projeto de lei, de debate com a direção da Amupe, um debate feito às claras”, disse Campos. No ano passado, quem respondia pelo programa era Fred Amâncio (secretário de Planejamento).
Para esta nova versão do fundo, serão destinados R$ 241 milhões para os municípios pernambucanos investirem em obras nas áreas de infraestrutura urbana e rural, saúde, segurança, desenvolvimento social, entre outras.
“Agora, eu não posso negar que quem montou essa coisa do FEM, estruturou a proposta, que fez o projeto, que discutiu isso, foram exatamente Paulo Câmara e Fred Amâncio. Isso é um fato de realidade, os prefeitos estão aí para testemunhar. O presidente da Amupe sabe quantas reuniões fizeram com ele”, disse o governador.
Campos também defendeu que o programa seja ampliado para outros Estados. “Eu acho que a gente está desafiado a fazer um processo de integração fundo a fundo entre Estados e municípios para ampliar os investimentos”, afirmou o governador. Para ele, o modelo vem dando certo e poderia ser ampliado para outras localidades.
Questionado se caso eleito presidente, ele levaria o programa para o Governo Federal, Campos respondeu: “Dizem quem em Brasília hoje tem cerca de 12 mil pessoas para cuidar desse fluxo de convênios entre Estados e municípios. Algumas inovações foram feitas no âmbito do PAC, mas a meu ver, ainda não são suficientes para que a gente possa, com controle, reduzir a burocracia. Com inteligência, simplificando processos, ganhando na qualidade da entrega das ações a gente pode animar a economia alavancando os investimentos de maneira desconcentrada no País”.
E continuou: “Acho que esse é um modelo que claramente deu certo, que precisa ser ampliado. São muitos os Estados que têm vindo ver. Inclusive, por iniciativa dos prefeitos que procuraram de outros Estados querendo levar essa ideia para outros governadores”.
(FolhaPE)


























