Por Wellington Ribeiro
Do blog Ponto de Vista
A saída de Mário Viana do comando da Gerência Regional da Casa Civil no Pajeú não apenas caiu como uma bomba na região, como também evidenciou uma fragilidade sem precedentes do Governo Raquel Lyra. Em minhas andanças pelo Estado, não encontrei uma alma tão entusiasta do governo quanto Mário Viana. Sua postura de fidelidade, aliada à capacidade de trabalho e articulação, resultou em importantes adesões ao palanque governista no Pajeú, região onde o arraesismo/eduardismo possui forte influência.
A troca de Mário, para atender aos caprichos, ou melhor, às pressões disfarçadas de chantagem de um grupo político de Afogados da Ingazeira, revelou um Palácio que cede, que se curva. O mesmo grupo que agora assume o posto foi aquele que, há poucos dias, havia entregado os cargos de assessores especiais da Casa Civil e concedido entrevistas deblaterando contra o Governo Raquel Lyra. Ao se submeter a tal ameaça, o Palácio expõe não apenas fraqueza, mas também dependência, um sinal preocupante para quem tenta construir a imagem de um governo fortalecido e competitivo para as eleições de 2026.
A lição que fica é amarga: quando o governo cede a um, estimula outros a fazer o mesmo. O episódio do Pajeú pode se espalhar, como um rastilho, por outras regiões do Estado.
Por outro lado, é preciso considerar um ponto: se, de um lado, o Palácio perde ao abrir mão de um quadro como Mário Viana na Casa Civil, de outro, pode colher bons frutos na área de comunicação. Mário, como o excelente profissional que é, tem muito a contribuir nesse campo.



























