Traição e morte de um guerrilheiro

Redação
No dia 21 de Fevereiro de 1934 foi assassinado o revolucionário nicaraguense Augusto César Sandino, emboscado ao descer o Loma de Tiscapa, uma montanha vulcânica na área urbana de Manágua, capital da Nicarágua, após um jantar com Sacasa. Ele foi capturado e fuzilado com os generais Francisco Estrada e Juan Pablo Umanzor por ordem de Somoza García. Os três não foram os únicos mortos naquela noite.
Na casa do ministro Salvatierra, em El Hormiguero, também houve matança. A Guarda assassinou também o irmão de Sandino, Sócrates, que morreu lutando, um menino de 10 anos, empregado doméstico, chamado Juan Ramón López, e Rolando Murillo, genro do ministro. Santos López, coronel sandinista que não compareceu ao jantar presidencial, conseguiu pular o muro e fugiu. Juan Ferreti não estava em casa e conseguiu se esconder por alguns dias. O coronel Santos López, um sobrevivente da traição orquestrada, mais tarde participaria da fundação da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).
Naquela pequena Manágua, os tiros ecoaram pelo céu. Diz-se que o Presidente Sacasa pensou que se tratava de um golpe de Estado. Isso viria mais tarde, em 1936.
Sandino lutou contra a presença militar dos Estados Unidos na Nicarágua entre 1927 e 1933. É um símbolo da resistência e da revolução da Nicarágua. O general Anastasio Somoza García, responsável pelo seu assassinato, tomou o poder através de um golpe de estado e estabeleceu uma dinastia hereditária, que ficou à frente do poder durante 40 anos. As ideias e lutas de Sandino foram seguidas pela FSLN, que derrubou a ditadura de Somoza em 1979.

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