Para a turma do último concurso lançado pelo Governo de Pernambuco, o conteúdo foi ampliado de 8 para 20 horas-aula, com o intuito de reforçar a qualificação técnica dos futuros policiais dentro da política de enfrentamento à violência de gênero.
Com a mudança, todos os profissionais que ingressem na instituição poderão estar preparados para atuar em qualquer delegacia do estado e não apenas nas unidades especializadas no acolhimento e condução de casos de violência contra a mulher.
De acordo com a delegada Bruna Falcão, gestora do Departamento de Polícia da Mulher (DPMUL), a reformulação do currículo permite aprofundar aspectos essenciais do procedimento operacional padrão e da atuação integrada com a rede de proteção.
“Com a ampliação da carga horária, conseguimos trabalhar minúcias do atendimento à mulher em situação de violência, garantindo que os novos profissionais já ingressem na instituição preparados para atuar de forma técnica, sensível e eficaz na proteção da vida dessas mulheres”, destacou a profissional.
A disciplina aborda desde o acolhimento inicial até a adoção das providências legais cabíveis, incluindo a articulação com os serviços de saúde, assistência social e o sistema de Justiça.
O objetivo é assegurar que o atendimento seja realizado com escuta qualificada, respeito e observância rigorosa dos protocolos.
Segundo os alunos, o conteúdo tem tido impacto direto na preparação para os futuros cargos.
Para Felipe Guedes, participante do curso de formação de delegado, a ampliação da disciplina e da sua abordagem prática é muito importante.
“Estamos tendo a oportunidade de receber instruções detalhadas e conhecer experiências reais trazidas pelos professores e instrutores, o que enriquece nossa formação e nos prepara para atuar com responsabilidade e sensibilidade em qualquer unidade policial do estado”, afirmou.
Como agir em casos de violência
Diante de qualquer situação de violência, a Polícia Civil de Pernambuco reforça que o primeiro passo é procurar a unidade policial mais próxima.
A corporação ressalta que não é obrigatória a apresentação prévia de provas para que a vítima receba atendimento. No entanto, elementos como testemunhos, vídeos ou áudios podem contribuir para a responsabilização criminal do autor.
Além da vítima, pessoas próximas, amigos e vizinhos podem repassar informações e realizar denúncias de forma sigilosa.
Em casos de emergência, a orientação é ligar para o 190. Já para denúncias anônimas, a Secretaria de Defesa Social (SDS) disponibiliza os telefones 181 ou 0800 081-5001, com sigilo garantido e ligação gratuita em qualquer município de Pernambuco.
A Ouvidoria Estadual da Mulher também oferece atendimento especializado pelo número 0800 281-8187.




























