O grande amor de ACM

Por Fernando Morais
“A imprensa noticiou que o empresário Luiz Antônio Flecha de Lima requereu à justiça da Bahia a realização de teste de DNA para fins de reconhecimento de paternidade. Filho do embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima e da embaixatriz Lúcia Flecha de Lima, falecida em 2017, Luiz Antonio quer ser reconhecido como filho biológico do falecido cacique baiano Antonio Carlos Magalhães, o ACM. O noticiário diz que Lúcia teve um relacionamento afetivo com ACM em 1974, do qual nasceu Luiz Antonio.

A história é um pouco diferente. Antonio Carlos Magalhães e Lúcia Flecha de Lima se apaixonaram em 1961, em Roma, quando ela tinha vinte anos, era dona de uma beleza rara e o marido, aos 28, iniciava sua carreira diplomática como segundo-secretário da embaixada do Brasil na Itália. Eles se conheceram durante uma visita protocolar que ACM, aos 35 anos, fazia à Itália como deputado federal da UDN baiana. Foi amor à primeira vista, e o romance durou até a morte de ACM, em 2007. Além da formosura, Lúcia ficou conhecida por ter-se tornado amiga pessoal e confidente da falecida princesa Lady Di.

Gravei depoimentos de ACM durante seus últimos seis anos de vida, para escrever um livro que sairá depois de “Lula”. Em várias passagens tratamos do assunto – sempre com o gravador ligado. Todos os envolvidos no affair sabiam que Luiz Antonio era filho de ACM e não de Paulo Tarso. Na Bahia dizia-se que o exame de DNA seria desnecessário, tamanha a semelhança física entre Luiz Antonio e o deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho de ACM falecido em 1998 aos 43 anos”.

Agora está explicado a carreira meteórica do embaixador

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