Emiliano Zapata, grande revolucionário mexicano
Em 10 de Abril de 1919 é assassinado no México o revolucionário Emiliano Zapata, um dos líderes da Revolução Mexicana. Conta-se que na soleira da porta da fazenda de San Juan Chinameca, por volta das duas da tarde, Emiliano Zapata recebe a queima-roupa uma fuzilaria. Tentar sacar sua pistola nos últimos momentos que lhe restam de vida, trata de dar meia volta mas o cavalo em que monta joga seu corpo ao chão. Sete tiros The causam a morte quase instantânea.

Morrem com ele Zeferino Ortega, Gil Muñoz, outros generais, seu assistente Agustín Cortés e tropa.

Os sobreviventes da escolta que o acompanha fogem apavorados diante do fogo cerrado da metralhadora dos soldados postados nas açoteias e colinas. Depois são perseguidos por uma força montada que lhes causa grande quantidade de baixas. Consumado seu crime, às 4 da tarde desse dia, o coronel carrancista Jesús M. Guajardo transporta no lombo de uma mula o cadáver de Zapata para a cidade de Cuautla, onde o entrega ao general Pablo González por volta das nove da noite.

O cadáver de Zapata será exposto ao público na presidência municipal de Cuautla durante os próximos dias. Ali, um repórter ouvirá uma conversa entre dois camponeses.

Um deles, em voz baixa e veemente, dirá que aquele cadáver não é o de Zapata, pois não tem a pinta perto dos olhos e tem os dedos completos, pois que “Zapata tinha um dedo sem falange” por causa de um acidente. Os carrancistas ameaçaram qualquer um que negasse a identidade do cadáver, mas a lenda de que Zapata vive e surgirá de qualquer forma e consolará os zapatistas sobreviventes até sua morte.


























