A projeção megalomaníaca de João Roma sobre o bolsonarismo na eleição de 2026

Por Henrique Brinco
A declaração de João Roma na Baiana FM de que o PL pretende eleger sete deputados estaduais na Bahia em 2026 caiu mal entre aliados. Nos bastidores, segundo o BNews apurou, a meta do presidente estadual do PL é vista como inflada e distante da realidade atual do partido no estado.
O ceticismo tem motivo. Internamente, a sigla enfrenta um cenário de disputa direta entre nomes da própria sigla, o que tende a diluir votos. Um dos casos que mais preocupa é o do deputado estadual Diego Castro, que hoje encontra dificuldade para consolidar espaço diante da concorrência com Paulo Câmara, Samuel Jr e Igor Dominguez.
A montagem da nominata também agravou o ambiente. Costurada por Roma com o ex-prefeito ACM Neto e o prefeito Bruno Reis, a chapa não foi bem recebida por parte dos bolsonaristas, que reclamam da inclusão de nomes considerados pouco alinhados ao grupo ideológico. A insatisfação é silenciosa, mas crescente.
A recente movimentação de filiações, vendida como demonstração de força, acabou ampliando a disputa interna por bases eleitorais semelhantes. O efeito prático foi o oposto do discurso público: em vez de coesão, aumentou o risco de fragmentação.
Vale lembrar que Raíssa Soares, pré-candidata a deputada federal e um dos principais nomes da direita na Bahia, também cobrou de ACM Neto mais acenos e diálogo com os bolsonaristas baianos.
“Reitero que respeito o ex-prefeito ACM Neto, mas entendo que, para que haja um alinhamento mais consistente, é importante que ele se posicione de forma objetiva em apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Esse é um fator relevante para que possamos construir uma convergência no cenário estadual”, acrescentou.
























