O Capitão Inglês Recusou Cumprimentar Pelé Antes do Jogo. No Apito Final, Foi Ele Quem o Abraçou 

O capitão inglês parado no centro do campo do Wembley não sabia o que tinha acabado de fazer. Os outros 100.000 adeptos que enchiam aquele estádio em Londres também não sabiam. Só seis pessoas naquele estádio entendiam o que significava recusar cumprimentar Pelé antes de um jogo por causa da cor da sua pele. E nenhuma delas era inglesa.
Ninguém imaginava que 90 minutos depois esse mesmo capitão pararia o jogo no meio de uma jogada. Levantaria a mão, pedindo ao árbitro para esperar, caminharia até Pelé e abraçá-lo-ia na frente de toda a Inglaterra, não com pena, não com culpa, com respeito conquistado da única forma que importava em campo.
Aconteceu a 10 de Fevereiro de 1963 e esta é a história que ninguém contou direito. Não foi mal entendido, não foi momento de tensão, não foi um acidente protocolar, foi uma recusa deliberada, filmada, testemunhada por 100.000 pessoas, de apertar a mão a um jogador negro antes de um jogo amigável entre Inglaterra e Brasil. Nada na carreira de Bob Thompson fazia pensar que acabaria assim.
tinha 28 anos, era capitão da seleção inglesa, tinha jogado três Campeonatos do Mundo, era respeitado, era líder, era o tipo de jogador que a imprensa inglesa chamava de verdadeiro cavalheiro do futebol. Mas naquela tarde fria de Fevereiro, ele cometeu o erro que o perseguiria pelos próximos 90 minutos e que o mudaria para sempre.
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A partir daqui a história avança lentamente. Tudo o que aconteceu naqueles 90 minutos precisa ser contado sem pressa. Porque há questões a que só esta história responde. Quantas vezes Pelé teve de provar a sua humanidade antes que o talento falasse mais alto que a cor da pele? [pigarreia] Em que momento um homem se apercebe que o preconceito que carregou toda a vida não é força, mas fraqueza? Qual o custo de reconhecer publicamente que estava errado sobre alguém que julgou antes mesmo de conhecer? Estamos em Londres, a 10 de fevereiro

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