Alcolumbre reclama de cobranças para instalar CPI do Master e diz que ‘não sabe quem é o culpado’ por escândalo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou seu tempo de discurso hoje na sessão do plenário para se queixar das cobranças que recebe para instalar a CPI do Banco Master, que tenta investigar o escândalo financeiro protagonizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Um requerimento para criar um colegiado com deputados e senadores já tem as assinaturas necessárias para ser instalado por Alcolumbre, que também acumula a função de presidente do Congresso. Apesar disso, duas sessões já foram realizadas pelo Congresso após o número de apoios ter sido atingido, mas a comissão não saiu do papel. As informações são do jornal O GLOBO.

– Eu passei quatro horas sendo agredido na sessão do Congresso Nacional, da direita para a esquerda, porque eu não li o requerimento de CPMI do Banco Master. Meu amigo, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado, se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso.

Alcolumbre disse que a CPI seria uma forma de dar “palanque eleitoral” para a esquerda e para direita e indicou que vai se manter contra a criação do colegiado.

— Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral. Esse é o problema nosso. Estão cobrando do presidente Davi, agredindo, ofendendo e atacando para abrir mais um palanque eleitoral, que não é para mim e nem para o Brasil, é para direita ou para esquerda, esse negócio está se retroalimentando, cada um fala para o outro.

Em meio ao cerco contra o Banco Master, que foi alvo de liquidação extrajudicial e teve seu dono preso, Alcolumbre tem um aliado alvo de questionamentos no Amapá por levar o fundo de pensão do estado a alocar R$ 400 milhões em papéis da instituição.

Os aportes da Amapá Previdência (Amprev), que ocorreram em julho de 2024, foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos, que afirma ter assumido o comando do fundo por “convite” de Alcolumbre. O senador tem negado qualquer envolvimento com o escândalo financeiro.

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