Jerônimo avalia impacto das tarifas dos EUA na Bahia e diz que bolsonarismo “lambe as botas” de Trump

Tarifas implementadas pelos EUA podem prejudicar setor produtivo da Bahia, segundo governador  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), avaliou os impactos da adoção de tarifas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil e como isso deve atingir o estado. Durante cerimônia nesta quarta-feira (3), onde foram anunciados um pacote de obras viárias e investimentos que beneficiam sete municípios baianos, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o gestor disse que há uma movimentação coordenada entre o governo brasileiro e a gestão estadual para diminuir esses impactos através de diálogos com os setores produtivos da Bahia.

Segundo Jerônimo, seria uma continuação do que aconteceu em agosto, após a primeira leva de tarifas anunciadas pelo governo americano.

“É um novo movimento. Nós fizemos um movimento junto com a FIEB, Federação das Indústrias, juntamos todos os esforços nossos com os produtores, fomos a Brasília, sentamos com o presidente Lula. Fizemos aqui o esforço para poder, adquirir produtos para amenizar. Vamos tentar ver o que é que vai acontecer para a gente poder se mobilizar, se juntar com a classe produtora”, disse Jerônimo.

Ainda segundo o governador, parte dessa movimentação adotada pelos Estados Unidos é fruto de uma estratégia da oposição comandada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nós estamos vendo aí agora o bolsonarismo, que vai aos Estados Unidos lamber as botas, pedir para castigar o Brasil. É impressionante isso. Como é que alguém que quer concorrer a um governo federal sai do país para pedir contra o próprio país? Não tem como. Todo mundo sabe, esse tarifaço é um castigo”, declarou.

É um prejuízo, não é para Lula simplesmente como presidente, é para a classe produtiva, os exportadores. Então é impressionante como algumas pessoas não querem enxergar. Um candidato à Presidência da República tá fazendo o jogo contra o próprio país”, pontuou Jerônimo.

 

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