Homem que ateou fogo na companheira com acetona é condenado a mais de 33 anos de prisão
Crime aconteceu em janeiro de 2024 e vítima morreu após passar uma semana internada no HR
Fórum Des. Thomaz de Aquino Cyrillo Wanderley, no Recife (Foto: Reprodução/Google Street View)
O Tribunal do Júri do Recife condenou, nesta sexta-feira (5), Alex Lima Tomaz da Silva a 33 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão pelo assassinato da companheira, Danielle Priscila Melo da Silva. A pena deverá ser cumprida em regime fechado. O julgamento ocorreu no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Joana Bezerra, e foi presidido pela juíza Maria Segunda Gomes de Lima, da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o réu foi condenado por homicídio qualificado. Os jurados reconheceram as qualificadoras de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, e feminicídio, por ter sido praticado em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Alex Lima Tomaz da Silva já estava preso preventivamente e permanecerá detido para o cumprimento imediato da pena. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Crime aconteceu em janeiro de 2024
Segundo a acusação, Danielle Priscila Melo da Silva foi atacada dentro da residência onde vivia com o companheiro, no bairro da Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife.
O crime ocorreu durante a madrugada do dia 18 de janeiro de 2024. Conforme a investigação, Alex utilizou acetona, líquido inflamável usado para remover esmalte, para atear fogo na vítima. Danielle sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em diversas partes do corpo e foi socorrida para o Hospital da Restauração (HR), no Centro do Recife.
Após uma semana internada, ela não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 25 de janeiro de 2024. O laudo pericial apontou como causa da morte choque séptico durante o tratamento das queimaduras.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o acusado também sofreu queimaduras durante o crime e chegou a ser encaminhado para atendimento médico.
A denúncia foi recebida pela Justiça em abril de 2024. No mesmo período, foi decretada a prisão preventiva do acusado, que foi preso no dia 12 daquele mês e permaneceu detido até o julgamento realizado nesta sexta-feira.























