Apartamento, R$ 3,5 milhões e jatinhos: as vantagens que fizeram Jaques Wagner virar alvo da PF

Operação apura crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro

Por Wendel de Novais

Jacques Wagner é investigado em operação da PF

Jacques Wagner é investigado em operação da PF Crédito: Reprodução

A Polícia Federal suspeita que o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal e ex-governador da Bahia, tenha recebido uma série de vantagens indevidas, entre elas um apartamento, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para shows.

Segundo informações da TV Globo, o parlamentar está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18). As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia

Além disso, foram impostas medidas cautelares, como a suspensão dos passaportes dos investigados e a proibição de contato entre eles. Segundo a investigação, as supostas vantagens teriam sido oferecidas em troca da atuação de Wagner em favor de projetos de interesse do Banco Master. A Polícia Federal apura se o senador utilizou a influência do cargo para beneficiar a instituição financeira.

Além das buscas, os investigadores analisam documentos, equipamentos eletrônicos e outras provas que possam confirmar ou afastar as suspeitas. Inicialmente, a Polícia Federal informou que também seriam impostas medidas de monitoramento eletrônico aos investigados, mas posteriormente corrigiu a informação e retirou essa previsão.

De acordo com a PF, os fatos apurados podem configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O inquérito segue em andamento e, até o momento, não há denúncia nem condenação contra os investigados.

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