Falso médico é preso por vender curso que prometia “Bumbum de Bilhões” a R$ 13 mil

Por Carlos Carone, do Metrópoles – O enfermeiro Sebastião Rodrigues da Silva Júnior, preso por lesão corporal e por exercício ilegal da medicina, também promovia e ministrava cursos na área estética, incluindo treinamentos divulgados como “Bumbum de Milhões”. Ele teve o registro profissional cassado em fevereiro de 2025 e foi preso na última semana pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), com apoio das autoridades de São Paulo, ao tentar embarcar para Foz do Iguaçu (PR).

Em uma publicação feita nesta sexta-feira (19/6), Sebastião — investigado pelos crimes de lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina — divulgava as inscrições para um dos cursos que iria ministrar. Na postagem, ele afirmava: “Você, profissional da saúde e estética, se quer dominar o procedimento que mais cresce no Brasil e faturar alto com uma técnica exclusiva, clique aqui.”

Segundo a Polícia Civil, Sebastião se apresentava como médico com formação no exterior e promovia procedimentos de harmonização estética em regiões como seios e glúteos. As investigações, entretanto, apontaram que ele não possui formação médica.

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Sebastião Rodrigues da Silva Júnior. O espaço permanece aberto para manifestações.

De acordo com a corporação, informações sobre sua real formação profissional eram omitidas das redes sociais e dos materiais de divulgação dos cursos e procedimentos oferecidos pelo investigado.

Falso médico de glúteos e seios é preso por deformar paciente em Goiás
Falso médico de glúteos e seios é preso por deformar paciente em Goiás

Cursos ministrados sem autorização

A prisão foi realizada durante uma operação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Federal em Guarulhos (SP). Durante as investigações, os policiais descobriram que o suspeito havia organizado um curso que seria realizado em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.

Os treinamentos, divulgados como “residências”, abrangiam diferentes especialidades da área estética e eram oferecidos sem autorização dos órgãos competentes. Conforme a apuração, cada participante chegava a pagar cerca de R$ 13 mil pelas capacitações.

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