Rui Costa não recebeu benefício de ex-ministro que poderia render quase R$ 280 mil

Ex-chefe da Casa Civil do governo Lula é pré-candidato ao Senado  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do Bnews

O ex-ministro Rui Costa (PT) não recebeu valores referentes ao período de quarentena após deixar a chefia da Casa Civil do governo Lula. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (23) pela assessoria da Casa Civil da Presidência da República ao BNEWS, que afirmou que o baiano não solicitou a remuneração compensatória e, por isso, não há registro de pagamentos. O salário bruto de ministro de Estado é de R$ 46,3 mil mensais. O benefício pode chegar a cerca de R$ 278 mil no período.

A manifestação ocorre após circular informações sobre a inclusão de Rui Costa no regime de “quarentena”, benefício previsto para autoridades que deixam cargos de alto escalão e ficam impedidas de exercer determinadas atividades profissionais. A medida pode garantir remuneração por seis meses, caso seja autorizada pela Comissão de Ética da Presidência da República.

Governo diz que não houve pagamento a ex-ministros em 2026
Também em nota à reportagem, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que, considerando os dados extraídos após o processamento dos pagamentos realizados pelos órgãos federais, não houve registro de pagamento de quarentena para nenhum ex-ministro ou ex-ministra do atual governo até junho de 2026.

Segundo o ministério, o processamento da remuneração compensatória depende de duas etapas: a autorização da Comissão de Ética da Presidência da República e o encaminhamento do pedido pelo servidor ao órgão ao qual estava vinculado.

“O registro no Sistema Integrado de Administração de Pessoal (SIAPE) e o processamento dos pagamentos é de competência desse órgão”, informou o MGI.

O órgão explicou ainda que os dados são reunidos após o fechamento das folhas de pagamento e disponibilizados em transparência ativa. Atualmente, o sistema aberto de consulta passa por manutenção, e novos dados atualizados estarão disponíveis após o pagamento de julho, a partir de 1º de agosto.

Márcio França solicitou pagamento de quarentena
O MGI informou que o ex-ministro Márcio França foi o único integrante do atual governo dentro da rede Colaboragov que solicitou o pagamento da remuneração compensatória.

França, que comandou o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), teve parecer favorável da Comissão de Ética da Presidência da República e receberá o primeiro pagamento referente à quarentena em agosto de 2026, relativo à folha de julho.

“O MGI registra e processa diretamente apenas o pagamento dos servidores dos 13 ministérios que compõe o Colaboragov”, informou a pasta.

Rui Costa havia sido incluído em regime de quarentena
Rui Costa deixou a chefia da Casa Civil para se dedicar à articulação política e é pré-candidato ao Senado. O ex-ministro informou à Comissão de Ética da Presidência da República que pretendia retomar um vínculo profissional com a Braskem, empresa onde trabalhou antes de ingressar na política.

O período de quarentena estabelecido para Rui Costa foi previsto entre abril e outubro de 2026. A medida impede que autoridades exerçam determinadas atividades profissionais após deixarem cargos públicos, com possibilidade de pagamento de remuneração compensatória quando autorizada.

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