Elmar defende Wagner após operação da PF: ‘Não tem que provar inocência’
Deputado afirmou que a Polícia Federal é quem deve provar eventual culpa do senador

O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) defendeu, nesta quarta-feira (22), o senador Jaques Wagner (PT), alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Durante a convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, em Salvador, o parlamentar afirmou que o princípio da presunção de inocência deve prevalecer enquanto não houver comprovação de culpa.
“Jaques Wagner tem todo o direito. Não é ele que tem que provar a inocência. A Polícia Federal tem que provar a culpa e, enquanto isso não acontecer, ele tem que ser tratado como inocente. Eu espero que ele seja inocente. Eu gosto dele, gosto da esposa dele. Ele tem um legado positivo para a Bahia e tem o meu respeito”, afirmou.
O deputado também afirmou que a disputa política não deve ser conduzida com ataques pessoais aos adversários.
“Não faço a política do ‘quanto pior, melhor’, nem desejo as coisas ruins para os adversários, porque não são inimigos, são adversários”, acrescentou.
Convenção de ACM Neto
Durante o evento, Elmar também comentou a convenção que confirmou ACM Neto como candidato do União Brasil ao Governo da Bahia. O parlamentar avaliou que a mobilização superou as expectativas do partido e disse enxergar um cenário mais favorável do que o registrado na eleição de 2022.
“Superou muito as nossas expectativas, estamos muito mais fortes do que há quatro anos. Esse sentimento de mudança está vindo muito forte e, depois de 20 anos, é natural que isso aconteça. Vamos trabalhar para que tenha essa alternância e para que ACM Neto tenha a oportunidade de poder governar o nosso estado”, disse.
Questionado sobre o desempenho da oposição no interior baiano, Elmar afirmou acreditar que o grupo chega mais fortalecido para tirar o PT da gestão.
“O interior está muito melhor do que quatro anos atrás. E na capital o cenário é o mesmo. A nossa expectativa é a melhor possível”, concluiu.


























