Ânimos exaltados marcam a sessão da Câmara de Vereadores de Petrolina
Ação Popular
O clima das últimas sessões plenárias na Casa Plínio Amorim, em Petrolina, continua tenso. Prova disso é que todos os projetos que deveriam ser votados nesta semana – incluindo o que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos auditores fiscais, de autoria do Executivo Municipal, e o de Decreto Legislativo da Mesa Diretora, autorizando a viagem do prefeito Julio Lossio a Roma – não foram votados.
Para “evitar mais um desgaste” ao perceber o ambiente pesado, o vereador e 2º vice-presidente da Mesa, Adalberto Filho, o popular ‘Betão’ (PSL), decidiu encerrar a sessão, sob aplausos de boa parte dos colegas. Betão estava presidindo na quinta-feira (07) a Mesa na audiência pública que discutiu a possibilidade de a Univasf conceder uma bonificação de 20% a alunos da região para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que o 1º vice-presidente, Ibamar Fernandes (PRTB), havia chegado atrasado.
Desde a semana passada Ibamar vem assumindo os trabalhos da Mesa em virtude do presidente Osório Siqueira (PSB) estar no Recife, participando de um curso do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE). Mas na última terça a vereadora Cristina Costa (PT) se indispôs com o presidente, ao alegar que Ibamar “privilegia” alguns colegas no tempo de discurso na Casa, violando o Regimento Interno. E anunciou, por meio de um ofício, que não mais compareceria às sessões plenárias enquanto ele fosse o presidente. Cristina contou com o respaldo do líder do PT na Casa, Geraldo da Acerola, e de todos da bancada governista.
Portanto, mesmo com a chegada de Ibamar à sessão, Betão solicitou ao colega continuar presidindo os trabalhos, sendo assim o 1º vice-presidente concordou. “Ele elegantemente pediu para continuar conduzindo a sessão e eu como companheiro deixei, não acho nada de mais o 2° vice assumir, aqui não tem pressão não, quem manda aqui é o povo”, disse Ibamar.
Ainda assim, ele falou do comportamento de alguns vereadores em ter se retirado na última sessão. “Foi deselegante, mas faz parte da política. Isso é desespero por conta que alguns partidos, a exemplo do PT estão se afunilando e mexe com os nervos, mas encaramos isso com muita naturalidade. Não trato ninguém indiferente, alguns vereadores se exaltam, mas isso é natural em qualquer parlamento, muitas vezes a inveja é falta de incapacidade”.
Questionado sobre se o seu comportamento estaria correto quando o chamou a Deputada Isabel Cristina de barraqueira, Ibamar foi direto. “Não preciso pedir desculpa a ninguém, respeito Isabel e espero que ela fique boa e volte a política, chamei ela de barraqueira porque ela é, isso não é despeitar, usei esse termo porque ela não tem humildade e é muito arrogante, são pessoas que não respeitam amigas. Quem é ela para eu pedir desculpas?, a lei é clara na ausência do presidente quem assumi é o vice. Os incomodados que se retirem e boa viagem”, disparou.



























