À frente do TSE, Nunes Marques tenta equilibrar pressões do STF, do governo Lula e do bolsonarismo

Por Redação

Foto: Luiz Roberto/Arquivo/TSE

Nunes Marques

O ministro Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em meio à expectativa de diferentes grupos políticos sobre sua atuação nas eleições de 2026. Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, o magistrado tem buscado manter diálogo tanto com integrantes do governo Lula quanto com colegas da Corte, ao mesmo tempo em que enfrenta desconfianças de diferentes lados do cenário político. A informação é do jornal O Globo.

Nos bastidores, interlocutores apontam que Nunes Marques construiu uma relação mais próxima com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a transição de governo, sem romper os laços com o grupo político ligado ao ex-presidente Bolsonaro. Decisões recentes, como a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral, despertaram preocupação no Planalto, enquanto integrantes do STF acompanham de perto suas decisões sobre propaganda eleitoral, desinformação e pesquisas, cobrando maior alinhamento em casos considerados sensíveis.

Segundo pessoas próximas ao presidente do TSE, a intenção é conduzir a eleição com uma postura menos intervencionista do que a adotada em 2022. A concentração das relatorias de ações sobre propaganda eleitoral nas mãos de Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha também passou a ser observada com atenção por atores políticos e ministros do Supremo, devido ao impacto dessas decisões na condução da disputa eleitoral.

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