Parente da mulher mais rica do Brasil morreu em incêndio misterioso arquitetado pelo próprio enfermeiro e deixou herança bilionária
Edmond Safra foi vítima de um plano do enfermeiro particular contratado e foi encontrado em sua cobertura de máxima segurança
Por Felipe Sena

Edmond Safra Crédito: Reprodução (*Imagem melhorada com ajuda de IA)
Em dezembro de 1999, o corpo de Edmond Safra, empresário e cunhado de Vicky Safra, a mulher mais rica do Brasil, que se casou com Joseph Safra, dono do banco Safra, falecido em 2020, foi encontrado morto em sua cobertura de luxo, chamada La Belle Époque, situada no edifício de mesmo nome na avenida d’Ostende, nos distrito de Monte Carlo, em Mônaco.
As investigações para desvendar a morte de Edmond não foram facéis, e exigiram muita apuração. Segundo a Folha de S. Paulo, por causa do alto esquema da máxima segurança da cobertura, a polícia suspeitou de uma ataque profissional ou da máfia russa.
O imóvel tinha blindagem, portas de aço maciço, detectores de metais e circuitos de câmeras. Além disso, o bilionário mantinha guarda-costas particulares treinados pela elite militar.
No entanto, conclui-se que o enfermeiro Ted Maher, ex-membro das Forças Especiais americanas, forjou um ataque ao se esfaquear e iniciar um pequeno incêndio com a intenção de que o ato fosse visto como heróico. O plano deu errado, o fogo saiu do controle, e Safra e outra enfermeira que trabalhava no local acabaram asfixiados após se trancarem no banheiro.
De acordo com a Folha, Ted Maher apresentou ferimentos de faca no abdômen, que a perícia comprovou terem sido autoinfligidos. Após intensos interrogatórios, Maher confessou que ateou fogo em uma lixeira no banheiro da enfermeira como parte do plano. Em 2002, Maher foi julgado e condenado pelo tribunal de Mônaco a 10 anos de prisão por incêndio criminoso seguido de morte.
O banqueiro deixou uma fortuna estimada em US$ 12 bilhões, equivalente a R$ 61,3 bilhões. Sem filhos, o patrimônio foi dividido entre sua viúva Lily Safra, e a fundação Edmond J. Safra, dedicada a doações filantrópicas. A divisão resultou em disputas judiciais travadas pelos irmãos do banqueiro na época.
Segundo a revista Forbes, o testamento determinou que a maior parte das ações de suas instituições financeiras, incluindo o Republic National Bank of New York, fosse liquidada e convertida em capital. O acordo final garantiu a Lily uma parte substancial dos bens, incluindo participações em empresas e mansões, tornando-a uma das mulheres mais ricas do mundo. Quando Lily Safra faleceu, em 2022, sua fortuna pessoal estava avaliada em US$ 1,3 bilhão.
























