A vida e a morte de Carlos Prestes

Redação
No dia 7 de Março de 1990 faleceu na capital fluminense o revolucionário e dirigente comunista Luiz Carlos Prestes, o “Cavaleiro da Esperança”, como o chamou o escritor Jorge Amado. Seu enterro, foi acompanhado por uma multidão que queria prestar suas últimas homenagens. Naquele dia, a Justiça Eleitoral concedeu o registro oficial ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), pelo qual Prestes lutou tanto.
Em sua trajetória, participou do Movimento Tenentista em 1922 e, em 1924, inicia em Santo Angelo, no Rio Grande do Sul, a Coluna Prestes, que andou por quase todo o Brasil. Foram mais de 35 mil quilômetros à cavalo e a pé, durante dois anos. A Coluna nunca foi derrotada pelas forças do Governo Federal. Em 1926, os integrantes da Coluna se exilaram na Bolívia. A partir de 1931, Prestes adere ao comunismo, estudando na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde conhece sua esposa, Olga Benário. Em 1935, Prestes retorna clandestinamente ao Brasil, incumbido pela direção da Internacional Comunista (Comintern), atua na Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente política fundada pelo PCB neste mesmo ano, organiza uma revolta popular-militar, durante o governo Vargas, que é sufocada pela repressão. Prestes e Olga são presos.
Olga Benário é deportada para a Alemanha, onde foi executada pelos nazistas em uma câmara de gás. Prestes fica preso até 1945 e, com a legalização do PCB nesse mesmo ano, é eleito senador, o mais votado do país até então. Em 1947, o PCB é novamente colocado na ilegalidade, mas Prestes continua atuando politicamente até 1964. Com o golpe empresarial-militar em 1964, Prestes fica no Brasil até 1971, quando se exila na URSS. Só retorna em 1979, com a anistia. Em 1980, após 45 anos no PCB, rompe com o partido.
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