Alckmin quer proibir ato pró-democracia no dia 13

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira 8, em entrevista à rádio Jovem Pan, que está tomando as medidas para que não haja duas manifestações contrárias no mesmo local e horário no próximo domingo 13, uma contra o governo da presidente Dilma Rousseff e outra a favor da democracia.
Segundo ele, o ato em defesa do impeachment “já estava agendado há mais de um mês” na Avenida Paulista e outra manifestação a favor do governo, no mesmo local e horário, será proibida, em nome da segurança.
“Todas as medidas estão sendo tomadas. Havia uma solicitação para ter outra manifestação no sentido contrário e nós dissemos que no mesmo local não pode. Esse pleito a favor do impeachment, contra a corrupção, já estava agendado há mais de um mês. (…) É direito constitucional a liberdade de manifestação, de expressão, e é dever do poder público garantir a tranquilidade à manifestação da população”, disse.
Desde o cumprimento do mandado de condução coercitiva pela Lava Jato contra o ex-presidente Lula, uma onda de solidariedade se formou contra o golpe e manifestantes pró-PT decidiram ir às ruas no mesmo dia que os oposicionistas. A manifestação “sem medo de ser feliz”, que já conta com a presença de intelectuais, está marcada para o dia 13 na Praça Roosevelt, na capital paulista.
Ontem, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tem convocado a população para os atos de domingo e confirmou presença, disse que se os aliados do governo saírem às ruas no mesmo dia da manifestação dos grupos pró-impeachment não será protesto, mas “provocação”.


























