Apesar dos pesares, o forró nordestino continua vivo

 

Discípulos de Luiz Gonzaga foram tão aplaudidos quanto as duplas sertanejas

Houve – e ainda está havendo em Pernambuco – um grande debate sobre se as prefeituras deveriam contratar ou não artistas “sertanejos” e bandas de “forró estilizado” para os festejos juninos deste ano. Quem primeiro abriu a boca para protestar contra a ausência, no São João de Campina Grande, de paraibanos ilustres foi a cantora Elba Ramalho, ela própria paraibana de Conceição do Piancó. Ela imediatamente recebeu a solidariedade de outros artistas nordestinos como Alcimar Monteiro, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Silvério Pessoa, Alceu Valença e muitos outros. Todos, em linhas gerais, disseram o seguinte: ninguém tem preconceito contra os “sertanejos” nem tampouco contra a música que eles cantam. Mas entendem que, sendo o São João a maior festa do Nordeste, a prevalência nos palcos de qualquer cidade deveria ser atribuída aos discípulos de Luiz Gonzaga. E felizmente isso aconteceu: artistas como Alcimar, Israel Filho, Jorge de Altinho, Petrúcio, Maciel Melo, Alceu, Elba, Flávio José e Santana, além de bandas como Pinga Fogo, que só toca forró pé de serra com arranjo de metais, se apresentaram nos maiores pólos das festas juninas e foram tão aplaudidos quanto as duplas sertanejas, que de “sertanejo” mesmo não têm nada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *