Banhistas usam colchões infláveis como bóias

Aproveitar os dias de sol na praia é um lazer bem típico do soteropolitano. Mas, em alguns lugares, banhistas se arriscam usando colchões infláveis como boia. Em janeiro, pai e filho morreram afogados quando brincavam com um colchão inflável em Barra do Jacuípe. Mesmo assim é comum ver pessoas de todas as idades brincando com o material flutuante na praia de São Thomé de Paripe.

A comerciante Márcia Bastos, que há dois anos atua  no local alugando diferente tipos de boia, diz que os colchões infláveis de casal são os de maior saída. “Trabalho com vários tipos de boia, mas o que mais tem saída é o colchão mesmo. As pessoas gostam porque é grande e dá para muita gente brincar”, conta a comerciante, que aluga o colchão por R$ 7 a hora.

Mesmo tendo a boia como instrumento de trabalho, Márcia reconhece que pode ser perigoso se a pessoa não souber usar. “A pessoa se sente mais segura no colchão e acabam se afastando da beira do mar, mas se não souber nadar, pode se afogar mesmo”, alerta. A dona de casa Sônia Nascimento, diz que pretende não se arriscar no colchão. “A gente alugava para minha filha, mas depois que usei e vi que escorrega demais, preferi parar. É muito perigoso mesmo”.

colchao

O pedreiro Rafael Falcão costumava alugar o colchão para os netos, mas depois que soube do acidente ocorrido em janeiro, prefere evitar o risco. “Alugo uma boia de golfinho para eles e fico o tempo todo observando para não irem pra longe. Mas colchão inflável não alugo mais. Se a pessoa cair e não conseguir pisar no chão não consegue subir de novo porque é muito mole. Isso não foi feito para usar no mar”, reclama o pedreiro.

O risco aumenta ainda mais porque, apesar de ser uma praia movimentada, principalmente nos fins de semana e feriados, os banhistas não contam com postos de salva-vidas. O colchão não é recomendável para ser usado como “brinquedo” no mar. “A pessoa pensa que o colchão é seguro, mas não é. O material pode esvaziar, além disso, as ondas podem levar o banhista para longe”, alerta o coordenador da Salvamar, João Moraes. (Tribuna)

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